terça-feira, 2 de janeiro de 2018
Alguns anos "perdidos" ou Bem-vindo eu de volta
sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
Uma dica...
Por que escrevo isso?
Bom, alguns amigos aqui que, por algum motivo, gostam que eu escreva algo por aqui, sabem perfeitamente bem que os últimos anos não me têm sido nada fáceis.
Com a perda de cinco amigos muito próximos (e mais meu "irmãozinho") em um curto espaço de tempo (considero quatro anos um curto espaço, pelo menos), tenho tentado levar a vida da forma mais sã possível. Com altos e baixos, doses de euforia, e tals... fora as guerras diárias com as quais tenho que lidar no trabalho, que, sim, perduram-se.
A pessoa da qual a perda acabei sentindo mais, foi o grande Ivan Merlin. Foi porque eu nunca disse nada a ele sobre o quanto o admirava, o quanto o amava como um pai, um eterno conselheiro, o quanto aquelas longas horas de conversas significaram para mim. Nunca. Nunca disse sequer alguma coisa mais carinhosa, porque eu era sem noção mesmo. Na verdade, eu era extremamente imatura e ele, nos 20 anos que nos separavam, já com muito mais experiência de vida e conhecimento, provou ser uma das melhores pessoas com quem já tive algum contato. Nossa cumplicidade durou por 10 anos, até que o destino apareceu. Ivan era extremamente paciente, aguentava meus longos momentos de devaneios, minhas fases de euforia, apoiou-me quando eu pensei que a vida não fazia qualquer sentido, protegeu-me quando foi preciso... No entanto, é... nunca disse o quanto o queria bem, o quanto significava para mim.
Hoje, se a pessoa realmente é importante para mim, falo. Não que sejam muitas com as quais eu me identifique, mas, sim, procuro externar mais do que antigamente.
Mas... continuo, na essência, a mesma pessoa. =)
Eis uma música para esses momentos:
Há um trecho que mais ou menos diz:
"Terei de lutar sozinho as aventuras que lutávamos juntos.
Lutávamos nós dois juntos contra os dragões que cuspiam fogo... o que farei se você não mais acordar?"
sábado, 4 de novembro de 2017
Hoje mais um elo da corrente de minha vida tornou-se luz
A imagem do dia de hoje que guardarei para sempre é de minha ida à Capela Vaticano. Seria, talvez, um tanto quanto clichê se eu escrevesse que chovera em meu para-brisa. De fato, não o aconteceu: o dia esteve incrivelmente ensolarado, ultrapassando todas as esferas do lugar-comum de um dia triste.
Observando o lusco-fusco que, por vezes, impedia-me de visualizar bem a estrada, lembranças acometeram-me. Lembranças daquelas que nos dão a sensação de que as coisas deram-se há muitos anos; mas que ao mesmo tempo parecem-nos que foram a minutos atrás. Pensamentos como “e se...?”, “por que...?” invadiram-me, tal como previsto. Tantas e tantas lembranças apoderaram-se de minha mente: momentos bons e momentos ruins, alegrias e tristezas, sorrisos e lágrimas. Ainda acho curioso como uns meros minutos podem guardar uma vida inteira; é uma sensação de atemporalidade assim como me acontece quando ouço algumas músicas que me marcaram, mas isso talvez porque eu mesma seja demasiadamente airada.
Quem me conhece um pouco que seja, sabe que não lido muito bem com a efemeridade da vida. A sensação de torpor em que me coloco diante de uma perda leva alguns bons anos para se dissipar. E, por obra do destino, ao longo desses últimos anos, perdi queridos amigos. Alguns me marcaram profundamente a exemplo do grande Ivan a quem eu, lá não tão grande fã do telefone, por horas a fio pedia conselhos; lia, empolgadamente, minhas medíocres “histórias”; declamava poesias decoradas ("Ora (direis) ouvir estrelas! Certo, perdeste o senso!") ou trechos da Ilíada (“Canta-me a cólera –ó deusa– funesta de Aquiles Pelida; causa que foi de os Aquivos sofrerem trabalhos sem conta”) e contava de minha então pouca experiência de vida.
Ivan, aquele cujo cabelo à la Beakman e sobrenome de mago eu achava “da hora”, cuja voz tão linda como a de um radialista das antigas (PRK-30 rules!!!) trazia-me grande paz de espírito. Ivan, a quem não consegui dizer meu último adeus e a quem não posso mais importunar, nem pedir perdão pelo meu afastamento, foi um verdadeiro pai, um conselheiro paciente que em meio a meus devaneios trazia-me de volta à Terra. Foi-se cedo demais deixando uma enorme cicatriz profunda em meu coração.
Mas, pois bem, após esse parênteses (não pude deixar de lembrar-me de Ariano Suassuna quando dizia que só conseguia falar por arrodeio, mas que ao final conseguia retomar de onde parara – o que, obviamente, não acontece comigo), retornando ao dia de hoje... “Viver é uma grande aventura do espírito” certa vez escrevera-me um grande amigo na contracapa de um dos livros que me dera de presente de aniversário. Essa mesma frase, escrita com uma caneta azul clara brilhante, estava agora estampada de alguma forma em meu para-brisa. Conheci-o no fim de 2007. Um ótimo professor de Química que conseguia ser sério e engraçado ao mesmo tempo.
Pena eu não conseguir recordar-me como exatamente aconteceu nossa primeira conversa, mas lembro-me que um dia, no intervalo das aulas, numa espécie de grande aquário que era a sala de espera da secretaria, conversamos por cerca de 20 minutos sobre astronomia, mais especificamente sobre Stephen Hawking e Carl Sagan. A partir dali, passamos a conversar por horas e horas. Seu nome: Mustafá. Professor. Mestre. E amigo.
Carinhoso, divertido, sábio, mas também rigoroso: não me faltaram puxões de orelha nos momentos em que precisava aconselhar-me em algo. Se os nossos amigos em comum, Mário e Marga, foram como pais para mim, Musta era como um tio, digamos assim. Nem por isso media suas broncas, necessárias, diga-se de passagem; eu ainda era muito jovem e inexperiente. Sua voz ainda ressoa em meus ouvidos: “Mimi, pare com isso, você tem que saber lidar com pessoas ruins e negativas!” - e seguiam-se verdadeiras aulas de vida. Foram infindáveis conselhos e ensinamentos, alguns dos quais começo a entender somente agora aos 20 e poucos anos.
Porém, Musta tinha seu lado cômico enraizado em sua personalidade. “deixa eu ver essa sua meia de bichinho! não acredito que você ainda usa meias de bichinho! Mimi usa meia de bichinho!!!!”. As meias de bichinho tornaram-se por alguns anos objeto de piadas entre nós. Não, meu caro Musta, há muitos anos que não as uso mais... restam guardadas na memória junto com as lembranças desses anos inesquecíveis.
Lembro-me de um Musta que cantava sem parar logo depois de descobrir que eu adorara a então animação Madagascar: “Eu me remexo muito, eu me remexo muito... mas você gosta de desenhos ruins, heim, Mimi?”. Bem me lembro de um Musta cantando “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”, ou daquele Musta que adorava brincar mesmo diante de problemas que surgiam (e me “atazanar” um pouquinho): “Já tenho essa praga dessa Mimi em minha vida e agora me aparecem outras!” Ah, Musta, quantas saudades...
Tão logo quanto terminei o ensino fundamental ou talvez um pouco antes, iniciei como trainee na produtora do famoso e querido Mário Mágico e sua amável esposa Marga, amigos que Musta um dia me apresentara. E o próprio começou a trabalhar conosco em vários projetos interessantes. Assim a folhinha foi virando seus dias, seus meses, seus anos.
Por tantas coisas passamos juntos, por tantas alegrias e algumas tristezas. Lembro-me vivamente das tardes no café da Rua Emiliano Perneta, aquelas pausas durante o trabalho para conversarmos sobre tudo. Essa era nossa amada família, a confraria que construímos com laços que ficaram eternizados dentro de mim.
Lembro-me muito bem também do início de seus estudos literários para aprimorar-se na escrita; seu grande sonho era tornar-se um escritor. E assim o fez. Tornou-se um brilhante e respeitado, inclusive com um convite para fazer parte da Academia de Letras José de Alencar cuja posse iria acontecer em dezembro agora. Infelizmente, não pude felicitá-lo a tempo, e é muito triste não poder pedir perdão pelas minhas ausências.
Enfim, na corrente de minha vida, esses muitos elos que se tornaram luz, mas que jamais sumirão, continuam ligando outros elos ainda por aqui na Terra presentes.
Passarei os dias com saudades e com sentimentos variados, confusos, tortuosos.
Porém, certa de que o mais importante foi a dádiva que tive de conhecê-los em vida.
terça-feira, 31 de outubro de 2017
Consciência Cega ou Guiados por cegos
domingo, 29 de outubro de 2017
Apontamentos sobre métodos de ensino de línguas estrangeiras
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
Oh let me be... your teddy bear!
Andei com um chá de sumiço, a cabeça andava cheia de diversas distrações, tentando achar um caminho para a minha vida profissional e pessoal. Dar uma guinada, uma virada, começar de novo, não sei muito bem ainda como farei isso. O que me deixa em um estado meio lacônico, respondendo brevemente ou quase vivendo em meu interior. Lembrando-me aqui do filme "As vantagens de ser invisível", para quem não assistiu, vale a pena conferir. Em uma determinada parte do filme se tem um diálogo em que se termina: "Nós aceitamos o amor que achamos que merecemos". É, realmente, acho que faz todo o sentido.
Amigos são tão bons neste momento, andei me distraindo indo fazer uma trilha com eles em um morro perto daqui. Ao cume de lá, com aquele vento gelado, daqueles de deixar a espinha congelada, pensei na minha existência. Tão pequena comparada com todo o universo... meus problemas são tão minúsculos comparados com todo o mundo que me rodeia. No entanto, dou tanta importância a eles, sinto-me tão impotente para seguir em frente.
As experiências que passei recentemente, espiritualmente me enfraqueceram um pouco. Foi uma pressão intensa, foi um sentimento enorme dentro do peito que é impossível descrever corretamente em palavras. Encontrava-me em um labirinto extremamente escuro (ou, quem sabe, o labirinto não era assim tão escuro, mas meus olhos eram que estavam vendados). Muitos amigos dizia para mim naqueles dias: "você está muito triste, você precisa pôr um fim nisso". Parece-me, assim, que é tão fácil. Então, ensina-me como fazê-lo? =(
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
Estudo de "Lingua Latina Pars I", Cap.IV
LINGVA LATINA PER SE ILLVSTRATA PARS I: FAMILIA ROMANA
VOCATIVO
Vocātīvus
O vocativo (em latim vindo do verbo "vocat") funciona igual ao nosso português vocativo. Quando o nominativo termina em ___us, basta trocar o "us" por "e". Como com o nome "Dāvus" que ficará "Dave".
CONJUGAÇÕES
Há, no latim, quatro tipos de conjugações a saber:
Primeira conjugação ⇒ verbos cujo radical termina em ā: vocā, cantā
Segunda conjugação ⇒ verbos cujo radical termina em ē: vidē, habē
Terceira conjugação ⇒ verbos cujo radical termina em consoantes: pōn-
Quarta conjugação ⇒ verbos cujo radical termina em ī: dormī, venī
IMPERATIVO
Imperātīvus
O imperativo é o radical do verbo, sem adicionar qualquer terminação. Portanto: Vocā! Cantā! Vidē! Pōn!
INDICATIVO
Indicātīvus
Adicionando-se a letra "t" nos radicais dos verbos que terminam em vogais, você terá o modo indicativo do latim (vocat, videt, dormit). E quando o verbo termina em consoante, basta-se adicionar "it" (pōnit).
PRONOMES
Na linha 76, temos a oração: "Mēdus discēdit, quia is pecūniam dominī in sacculō suō habet!". Note que "Mēdus" que é nominativo, foi substituído pelo pronome "is" (o acusativo é "eum"). Mas "is" somente é usado quando se deseja dar ênfase em uma determinada oração. No exemplo, "Mēdus" está em destaque (não é Dāvus, é Mēdus).
Já o genitivo de "is" é "eius". Observe o uso dele em: "In sacculō eius est pecūnia".
Então, temos que:
NOMINATIVO (sujeito) ⇒ is
GENITIVO (adjunto adnominal restritivo) ⇒ eius
ACUSATIVO (objeto direto) ⇒ eum
Porém, quando estamos nos referindo à alguma coisa que pertence à alguém que é o sujeito da frase, usamos "suus, sua, suum" ao invés de "eius". Observe os exemplos:
Dāvus sacculum suum in mēnsā pōnit. SUJEITO: Dāvus: suum
Iam sacculus eius in mēnsā est. SUJEITO: sacculus: eius
Por último, temos os pronomes possessivos: meus, tuus, suus. Esses servem para substituir o genitivo.




