quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Estudo de "Lingua Latina Pars I", Cap.IV


LINGVA LATINA PER SE ILLVSTRATA PARS I: FAMILIA ROMANA

CAPITVLUM QUARTVM: DOMINVS ET SERVI

Neste quarto capítulo, Júlio descobre que foi roubado e passa a buscar o ladrão.


VOCATIVO
Vocātīvus

O vocativo (em latim vindo do verbo "vocat") funciona igual ao nosso português vocativo. Quando o nominativo termina em ___us, basta trocar o "us" por "e". Como com o nome "Dāvus" que ficará "Dave".

CONJUGAÇÕES

Há, no latim, quatro tipos de conjugações a saber:

Primeira conjugação ⇒ verbos cujo radical termina em ā: vocā, cantā
Segunda conjugação ⇒ verbos cujo radical termina em ē: vidē, habē
Terceira conjugação ⇒  verbos cujo radical termina em consoantes: pōn-
Quarta conjugação ⇒  verbos cujo radical termina em ī: dormī, venī

IMPERATIVO
Imperātīvus

O imperativo é o radical do verbo, sem adicionar qualquer terminação. Portanto: Vocā! Cantā! Vidē! Pōn!

INDICATIVO
Indicātīvus

Adicionando-se a letra "t" nos radicais dos verbos que terminam em vogais, você terá o modo indicativo do latim (vocat, videt, dormit). E quando o verbo termina em consoante, basta-se adicionar "it" (pōnit).

PRONOMES 

Na linha 76, temos a oração: "Mēdus discēdit, quia is pecūniam dominī in sacculō suō habet!". Note que "Mēdus" que é nominativo, foi substituído pelo pronome "is" (o acusativo é "eum"). Mas "is" somente é usado quando se deseja dar ênfase em uma determinada oração. No exemplo, "Mēdus" está em destaque (não é Dāvus, é Mēdus).

Já o genitivo de "is" é "eius". Observe o uso dele em: "In sacculō eius est pecūnia".

Então, temos que:
NOMINATIVO (sujeito) ⇒ is
GENITIVO (adjunto adnominal restritivo) ⇒ eius
ACUSATIVO (objeto direto) ⇒ eum

Porém, quando estamos nos referindo à alguma coisa que pertence à alguém que é o sujeito da frase, usamos "suus, sua, suum" ao invés de "eius". Observe os exemplos:

Dāvus sacculum suum in mēnsā pōnit. SUJEITO: Dāvus: suum
Iam sacculus eius in mēnsā est. SUJEITO: sacculus: eius

Por último, temos os pronomes possessivos: meus, tuus, suus. Esses servem para substituir o genitivo.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Estudo de "Lingua Latina Pars I", Cap.III




LINGVA LATINA PER SE ILLVSTRATA PARS I: FAMILIA ROMANA

CAPITVLUM TETIVM: PVER IMPROBVS

Neste terceiro capítulo, haverá uma história sobre o cotidiano da família romana a quem fomos introduzidos no capítulo anterior. A história se passe envolta das crianças e há doze novos verbos a serem aprendidos aqui. Portanto, o foco do capítulo três são os verbos.

VERBOS 

Aqui são os doze verbos novos:

01. cantat = cantar
02. pulsat = acertar / golpear
03. plōrat = chorar
04. rīdet = rir
05. vocat = chamar
06. venit = vir
07. interrogat = interrogar/ perguntar
08. respondet = responder
09. dormit = dormir
10. audit = ouvir
11. verberat = surrar

Note que são todos verbos no singular (terminação ___t) como vimos com o verbo "est". Lembrando que os verbos no plural vão terminar em ___nt (como vimos com "sunt"). Geralmente os verbos são colocados no final da sentença. 

A primeira oração que lemos neste capítulo é: "Iūlia cantat". Outras seguem o mesmo estilo: "Mārcus rīdet", "Aemilia venit", "pater dormit", etc, que mostram quem praticou a ação e o verbo. Mas também temos orações menos simples, tais como: "Mārcus Iūliam pulsat", que, por sua vez, mostram quem praticou a ação e em quem: ""Quīntus Mārcus videt", "Iūlia Aemiliam vocat".

Observação: para procurar um verbo no dicionário, procure pela primeira pessoa do singular do tempo presente do indicativo (eu), que termina em ___o (exemplos: canto, pulso, plōro...)


SUJEITO (NOMINATIVO) E OBJETO DIRETO (ACUSATIVO)
Nōminātīvus e Accūsātīvus

De forma que em "Mārcus Iūliam pulsat", temos por sujeito quem pratica a ação (Mārcus), o objeto direto (Iūliam) e o verbo transitivo direto (pulsat). O sujeito em latim vai se chamar NOMINATIVO e o objeto direto, ACUSATIVO. Agora iremos ver como se formam esses tipos de orações:

Você se lembra dos nomes dos personagens? Mārcus e Iūlia, correto? Então, quando precisamos colocar certa palavra (mesmo sendo substantivos próprios) na forma de objeto direto, iremos substituir o final da palavra por ___AM e ___UM. Quando a palavra termina em ___a, como em "Iūlia", trocamos por ____am, "Iūliam". E quando termina em ___us, como em "Mārcus", trocamos por ___um, "Mārcum". 

Mārcus puellam pulsat.
Iūlius īrātus puerum improbum verberat.

Atenção para o sujeito implícito (antigo oculto do português):

Iūlius eum nōn audit, quia dormit.  (=quia Iūlis dormit)


PRONOMES 
Prōnōmen: eam, eum, mē, tē

Porém, às vezes, você terá no lugar do acusativo (___am e ___um) os pronomes "eam" e "eum" para palavras femininas e masculinas, respectivamente. 

Mārcus plōrat, quia māter eum verberat.

A própria formação da palavra "prōnōmen" já nos dá a ideia de seu uso: prō = ao invés de; e nōmen = nome. 

Também temos "" e "" equivalentes a "me" e "te" do português.

Aemilia interrogat: "Quis vocat?"
Quīntus respondet: "Iūlia vocat."


POR QUE/PORQUE
Causa

Cūr____? ⇒ Por que____? (usado para perguntas)
____quia ⇒ Porque_____. (usado para respostas, pode vir antes da sentença ou depois)

Aemilia Quīntum interrogat: "Cūr Iūlia plōrat?"
Quīntus respondet: "Iūlia plōrat, quia Mārcus eam pulsat."


E NÃO / MAS NÃO = NEQVE

Também temos o "neque" que é o "et nōn / sēd non":

Iūlius Quīntum nōn autit neque venit.
Iūlius venit, neque Aemilia eum videt. 


PRONOMES RELATIVOS

____que____ ⇒ ___quī___ (masculino) e ____quae____ (feminino)

Puer quī puellam pulsat improbus est! (quī: diz respeito a "puer")
Puella quae cantat laeta est. (quae: diz respeito a "puella")


PRONOMES INTERROGATIVOS

Nominativo: quis (m)  / quea (f) ⇒ "Quis est puer quī rīdet?" / "Quae est puella quae plurat?"
Acusativo: quem (m) / quam (f) ⇒ "Quem vocat Quīntus?" / "Puella quam Mārcus pulsat est Iūlia."


RESPOSTAS
PENSVM A

   Cūr Mārcus Iūliam pulsat? Mārcus Iūliam pulsat, quia Iūlia cantat. Iūlia plōrat, quia Mārcus eam pulsat. Iūlia: "Mamma! Mārcus pulsat." Aemilia puellam audit et venit. Māter Quīntum videt et eum interrogat: "Quis mē vocat?"Quīntus respondet: "Iūlia vocat."
   Iūlius dormit. Quīntus Iūlium vocat: "Pater!"Mārcus rīdet, quia Iūlius nōn venit. Aemilia Mārcum verberat. Iūlius venit, quia Mārcus plōrat. Iūlius Aemiliam et Mārcum et Quīntum et Iūliam videt. Iūlius: "Puer quī parvam puellam pulsat improbus est." Iūlius puerum improbum verberat. Quem Iūlius verberat? Puer quem Iūlius verberar est Mārcus. Mārcus plōrat. Puer quī plōrat laetus nōn est. Puella quae cantat laeta est.

PENSVM B

   Puella cantat: "Lalla". Puella quae cantat est Iūlia. Iūlia laeta est. Puer improbus puellam pulsat. Puella plōrat: "Uhuhū!" Puer rīdet: "Hahahae!" Puer quī rīdet est Mārcus. Iūlia Aemiliam vocat: "Mamma!" Aemilia venit, et Quīntum interrogat: "Cūr Iūlia plōrat?" Quīntus respondet: "Iūlia plōrat, quia Mārcus eam pulsat." Aemilia: "Mārcus puer probus nōn est, puer improbus est. Ubi est pater?" Aemilia Iūlium nōn videt. Quīntus: "Pater nōn hic est." Quīntus Iūlim vocat: "Pater!" Iūlius Quīntum nōn audit. Cūr Iūlius Quīntum nōn audit? Iūlis eum nōn audit, quia dormit. Mārcus plōrat, quia Aemilia eum verberat, Iūlius Mārcum audit; iam Iūlius nōn dormit. Quem Aemilia verberat? Aemilia Mārcum verberat. Puer quem Aemilia verberat improbus est. Iūlia laeta nōn est neque rīdet.

PESVM C

Quis Iūliam pulsat? Mārcus Iūliam pulsat.
Cūr Iūlia plōrat? Iūlia plōrat, quia Mārcus eam pulsat.
Quīntusne quoque Iūliam pulsat? Quīntus nōn Iūliam pulsat.
Quem Quīntus pulsat? Quīntus Mārcum pulsat.
Cūr Aemilia venit? Aemilia venit quia Iūlia eam vocat.
Quis Iūlium vocat? Quintus Iūlium vocat.
Cūr Iūlius Quīntum nōn audit? Iūlis Quīntum nōn audit, quia dormit.
Quem audit Iūlius? Iūlius Mārcum audit.
Cūr Mārcus plōrat? Mārcus plōrat, quia Aemilia eum verberat.
Rīdetne Iūlia? Iūlia nōn rīdet.
Num "Mārcus" accūsātīvus est? "Mārcus" nōn accūsātīvus, sed nōminātīvus est.
Num "Iūliam" nōminātīvus est? "Iūliam" nōn nōminātīvus, sed accūsātīvus est.
Quid est "dormit"? "Dormit" verbum est.

domingo, 8 de novembro de 2015

Estudo de "Lingua Latina Pars I", Cap.II


LINGVA LATINA PER SE ILLVSTRATA PARS I: FAMILIA ROMANA

CAPITVLUM SECVNDVM: FAMILIA ROMANA

Continuando os estudos de "Lingua Latina Per Se Illustrata Pars I: Familia Romana", neste segundo capítulo há a introdução dos personagens principais que irão aparecer ao longo da história do livro todo. Por "familia romana" entende-se todos os membros da família mais os escravos ("servī", "ancillae").

A figura acima mostra bem as suas posições sociais: os da esquerda estão vestidos muito bem ao passo que os da direita estão com roupas simples. Note que os nomes masculinos (Iūlius, Mārcus, Quīntus, Dāvus, Mēdus) terminam em ___us e os nomes femininos (Aemilia, Iūlia, Syra, Dēlia),  terminam em ____a. 

Em latim, os substantivos masculinos podem terminar em ___us, ____er, ____ir. Os substantivos femininos em ____a, e os neutros em _____um

CASO GENITIVO (Genetīvus)

Para descrever as relações que existem dentro dessa família, precisa-se usar o que chamamos de genetīvus do latim (expressa posse). O genitivo é equivalente ao adjunto adnominal restritivo do português (geralmente precedido pela preposição "de"): Júlio é pai de Marcos. Em latim seria: "Iūlius est pater Mārcī". Portanto, para palavras no singular troca-se o final delas por ___ī (masculino/neutro) ou ___ae (feminino). Para plural: ___ōrum, ____ārum, respectivamente. Assim:

Masculino: ___ī   (singular)  ___ōrum  (plural)
Feminino:  ___ae (singular)  ___ārum  (plural)
Neutro:      ___ī    (singular)  ___ōrum  (plural)

CONJUNÇÕES (Coniūnctiōnēs)

"Et" e "sed" são conjunções latinas como visto no capítulo I. Neste capítulo II, tem-se o uso do "___que" ao final da palavra com o mesmo significado de "et". Por exemplo: 

"Iūlius et Mārcus" ⇒ "Iūlius et Mārcusque"

INTERROGATIVOS

Quis_______? ⇒ Quem______? (masculino, para plural = Quī)
Quae_______? ⇒ Quem______? (feminino)
Quid_______? ⇒ O que______? (neutro)
Cuius______? ⇒ De quem____? (genitivo)
Quot_______? ⇒ Quantos____? (invariável)

NÚMEROS (Numerī)

Masculinos: ūnus, duo, trēs
Femininos: ;ūna, duae, trēs
Neutros: ūnum, duo, tria

Pode-se usar a palavra "numerus" com o genitivo para formar orações como:

"O número de servos é 100."
"Numerus servōrum est centum."

Note que:

"magnus numerus servōrum" ⇒ "multī servī"
"parvus numerus līberōrum"⇒ "paucī līberī"

PRONOMES POSSESSIVOS

meus, mea, meum (feminino, masculino, neutro)
tuus, tua, tuum

ECCE

Usado para chamar a atenção para alguma coisa. Seria o equivalente a "olhe!", "veja!". 

RESPOSTAS
PENSVM A

   Mārcus fīlius Iūliī est. Iūlia fīlia Iuliī est. Iūlius est vir Rōmānus. Aemilia fēmina Rōmāna est. Iūlius dominus, Aemilia domina est. Mēdus servus Graecus est, Dēlia est ancilla Graeca. Sparta oppidum Graecum est.
   Iūlius pater Mārcī est. Mārcus est filius Iūliī et Aemiliae. Mēdus servus Iūliī est: Iūlius est dominus servī. Iūlius dominus Mēdī et Dāvī est: Iūlius dominus servōrum est. Numerus servōrum magnus est. Dēlia est ancilla Aemiliae: Aemilia domina ancillae est. Aemilia domina Dēliae et Syrae est: Aemilia domina ancillārum est. In familiā Iūliī est magnus numerus servōrum et ancillārum. Aemilia māter Mārcī et Quīntī et Iūliae est. Mārcus, Quīntus Iūliaque sunt līberī Iūliī et Aemiliae. Numerus līberōrum est trēs. Numerus servōrum est centum.
   In pāginā primā capitulī secundī multa vocābula nova sunt. Numerus capitulōrum nōn parvus est.

PENSVM B

   Mārcus puer Rōmānus est. Iūlius vir Rōmānus est. Aemilia est fēmina Rōmāna. Iūlius est pater Mārcī et Quintī et Iūliae. In familiā Iūliī sunt trēs liberī: duo filiī et ūna fīlia. Māter līberōrum est Aemilia.
   Quis est Dāvus? Dāvus est servus Iūliī. Iūlius dominus Dāvī est. Quae est Syra? Syra ancilla Aemiliae est. Aemilia est domina Syrae.
   Cornēlius: "Quot servī sunt in familiā tuā?"
   Iūlius: "In familiā mea sunt centum servī."
   Cornēlius: "Familia tua magna est!"
   'LINGVA LATINA' est titulus librī tuī Latīnī.

PENSVM C

1. Quis est Quīntus? Quīntus filius Iūliī est.
2. Quī sunt Mēdus et Dāvus? Mēdus et Dāvus servī Iūliī sunt.
3. Mārcusne quoque servus Iūliī est? Mārcus nōn servus, sed filius Iūliī est.
4. Cuius fīlia est Iūlia? Iūlia est filia Iūliī et Aemiliae.
5. Quot līberī sunt in familiā Iūliī? In familiā Iūliī trēs liberī sunt.
6. Quot servī in familiā sunt? In familiā centum servī sunt.
7. Num Syra domina est? Syra nōn domina, sed ancilla est.
8. Quae est domina ancillārum? Aemilia domina ancillārum est.
9. Estne Cornēlius vir Graecus? Cornēlius nōn est vir Graecus.
10. Num "puella" vocābulum masculīnum est? "Puella" nōn vocābulum masculīnum, sed vocābulum femininum est.


sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Estudo de "Lingua Latina Pars I", Cap.I


Após finalmente receber o livro-texto "Lingua Latina Per Se Illustrata Pars I: Familia Romana" (se você está disposto a investir nele - vale muito a pena - pode encontrá-lo na Amazon), descobri que é fabuloso. Muito interessante o método de estudarmos com um livro didático que nos traz de cara um texto em latim puro.

Estou estudando simultaneamente pelos dois livros: esse do Hans Ørberg e a "Gramática Latina" de Napoleão Mendes de Almeida. O livro do professor Napoleão também é espetacular e está me sendo extremamente útil, principalmente por sua característica de ser muito didático.

Aliás, o estudo do latim já está me sendo uma excelente experiência. Só pelo fato do latim te "obrigar" a pensar pela lógica já é um aspecto positivo, inclusive para não só enriquecer o seu conhecimento em português, mas como para qualquer língua.

Como já escrevi outras vezes, considero a gramática fundamental para o aprendizado de uma língua (basta lembrar da importância que foi o trivium: gramática, lógica (dialética) e retórica), por isso utilizo mais o "Lingua Latina" como um material extra ao livro do professor Napoleão.

Vou usar meu blog aqui para escrever meus apontamentos sobre o livro, iniciando pelo capítulo 1 neste post. Ainda estou estudando latim e, portanto, não sou especialista - aliás, muito aquém disso, por isso perdoem-me os possíveis erros que irão surgir nas respostas dos exercícios. Acrescento também que todas as observações serão bem-vindas.

LINGVA LATINA PER SE ILLVSTRATA PARS I: FAMILIA ROMANA

CAPITVLUM PRIMVM: IMPIRVUM ROMANVM

Neste primeiro capítulo, há uma introdução sobre os lugares mais importantes do Império Romano. Logo na primeira página encontra-se um mapa com os nomes das regiões que irão aparecer nesse capítulo. Portanto, observando-se o mapa e se localizando as palavras Rōma e Italia, pode-se entender o que significa a frase "Rōma in Italiā est". E, então, tem-se as frases: "Italia in Eurōpā est" e  "Graecia in Eurōpā est". De modo que quando o autor escreve "Italia et Graecia in Eurōpā sunt" consegue-se descobrir a diferença entre "est" e "sunt". Portanto:

Verbos no singular: terminam em ___t
Verbos no plural: terminam em ___nt

A posição do verbo pode ser ao final da oração ou antes do complemento, como: "Italia est in Eurōpā". Note também as palavras "Italia" e "Italiā", o "___a" quando depois de "in" leva o acento mácron "____ā" (mais para frente, ainda neste capítulo, há também "imperium Rōmānum" que muda para "imperiō Rōmānō"quando depois de "in").

A partir daí, há uma variedade de nomes de lugares e a introdução das palavras "quoque" (também) e "sed" (mas) cujos significados pode-se aprender pelo contexto em que se encontram.

Já nestas primeiras páginas já se percebe que o latim é uma língua concisa: não há artigos definidos e indefinidos e há poucas preposições comparando com o português.

INTERROGATIVOS

Há também os interrogativos:
___ne? ⇒ coloca-se ao final da primeira palavra da oração para formar pergunta (o ponto de interrogação (?) não era conhecido na Roma Antiga.

Num_______? ⇒ indica uma pergunta que pressupõe uma resposta negativa.
Ubi________? ⇒ Onde______?
Quid_______? ⇒ O que______?

Atente que no latim não há respostas só com "sim" ou "não" (deve-se formar sentenças para respostas):
Estne Italia in Āfricā? Italia in Āfricā nōn est.

SINGULAR / PLURAL (Singulāris / Plūrālis  (substantivos e adjetivos))

Quando o autor introduz os substantivos "fluvius", "īnsula" e "oppidum" na história também as traz o plural dessas: "fluviī", "īnsulae" e "oppida". Assim temos que:

Masculino: ___us  (singular)  ___ī    (plural)
Feminino:  ___a    (singular)  ___ae  (plural)
Neutro:      ___um (singular)  ___a    (plural)

Com os adjetivos acontece o mesmo concordando com o substantivo:

fluvius magnus       (singular)      fluviī magnī       (plural)
īnsula magna          (singular)      īnsulae magnae  (plural)
oppidum magnum  (singular)      oppida magna    (plural)

VOCABULÁRIO

Antônimos
magnus ⇔ parvus
multī ⇔ paucī
novus ⇔ antiquus
interrogat ⇔ respondet

Lista de cidades
Rōma
Brundisium
Sparta
Tūsculum
Delphī

Lista de países 
Graecia
Hispania
Italia
Germānia
Aegyptus
Syria

Lista de continente e regiões
Asia Minor
Āfrica
Gallia
Britannia
Arabia
Eurōpa

Lista de rios
Nīlus
Tiberis
Rhēnus
Dānuvis

Lista de Ilhas
Corsica
Sardinia
Sicilia
Crēta
Rhodus
Melita
Euboea
Lesbos
Chios
Naxus

RESPOSTAS
PENSVM A

   Nīlus fluvius est. Nīlus et Rhēnus fluviī sunt. Crēta īnsula est. Crēta et Rhodus insulae sunt. Brundisium oppidum est. Brundisium et Tūsculum oppida sunt.
   Rhēnus fluvius magnus est. Tiberis est fluvius parvus. Rhēnus et Dānuvis nōn fluviī parviī, sed fluviī magnī sunt. Sardinia īnsula magna est. Melita īnsula parva est. Sardinia et Sicilia nōn īnsulae parvae, sed īnsulae magnae sunt. Brundisium nōn oppidum parvum, sed oppidum magnum est. Tūsculum et Delphī nōn oppida magna, sed oppida parva sunt.
   Crēta īnsula Graeca est. Lesbos et Chios et Naxus sunt īnsulae Graecae. In Graeciā multae īnsulae sunt. In Galliā sunt multiī fluviī. In Italiā multa oppida sunt. In Arabiā sunt pauciī fluviī et pauca oppida.
   A et B litterae Latīnae sunt. C quoque littera Latīna est. Multī et paucī vocābula Latīna sunt. Ubi quoque vocābulum Latīnum est. I et II numerī Rōmānī sunt. III quoque numerus Rōmānus est.

PENSVM B

   Sicilia īnsula est. Italia īnsula nōn est. Rhēnus fluvius est. Brundisium oppidum est. Sicilia et Sardinia īnsulae magnae sunt. Melita īnsula parva est. Britannia nōn īnsula parva, sed īnsula magna est. Brundisium nōn oppidum parvum, sed oppidum magnum est. Estne Brundisium in Graeciā? Brundisium nōn est in Graeciā, sed in Italiā. Ubi est Sparta? Sparta est in Graeciā. Sparta oppidum Graecum est. Delphī quoque oppidum Graecum est. Euboea, Naxus, Lesbos, Chios īnsulae Graecae sunt. In Graeciā sunt multae īnsulae.
   Quid est III? III numerus est. Quid est A? A littera est. A, B, C, litterae Latīnae sunt. Num Γ littera Latīna est? Γ nōn littera Latīna, sed littera Graeca est. Īnsula vocābulum Latīnum est.

PENSVM C

1. Ubi est Rōma? Rōma in Italiā est.
2. Estne Sparta in Italiā? Sparta nōn in Italiā, sed in Graeciā est.
3. Ubi est Italia? Italia in Europā est.
4. Ubi sunt Syria et Arabia? Syria et Arabia in Asiā sunt.
5. Estne Aegyptus in Asiā? Aegyptus in Asiā nōn est.
6. Ubi sunt Sparta et Delphī? Sparta et Delphī in Graeciā sunt.
7. Ubi est Brundisium? Brundisium in Italiā est.
8. Quid est Brundisium? Brundisium oppidum est.
9. Num Crēta oppidum est? Crēta oppidum nōn est.
10. Estne Britannia īnsula parva? Britannia nōn īnsula parva, sed īnsula magna est.
11. Quid est Tiberis? Tiberis fluvius est.
12. Quid est D? D littera Latina est.
13. Num Γ littera Latīna est? Γ nōn est littera Latīna, sed littera Graeca.
14. Estne II magnus numerus? II nōn magnus numerus, sed parvus numerus est.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Estudar... ler... estudar... ler...



Ainda da máxima "quero enriquecer meu conhecimento e realizar um trabalho ainda melhor" escrevo aqui sobre meus planos de estudo.

Portanto, para engrandecer meu conhecimento e, consequentemente, o nível de minhas aulas, resolvi encarar o seguinte desafio: estudar latim mais profundamente (e, se possível, mais para frente, grego - mesmo que o básico). Um projeto que iniciei nesse mês e que tenho como plano levar pelos próximos três, quatro anos (embora esteja consciente de que se trata de um estudo para toda uma vida). Não que eu queira ser fluente em latim, mas quero entender como a língua funciona, por isso tal decisão.


O livro base que estou usando é esse que está ao lado esquerdo: "Gramática Latina" de Napoleão Mendes de Almeida. Não é um livro muito barato, mas vale muito mais do que cada centavo investido. O livro é espetacular para um conhecimento não só do latim, mas de línguas em geral. Tem exercícios e é muito didático.

Pesquisando mais sobre o assunto, soube que muitas pessoas também recomendam o aprendizado de latim pelo livro de Hans Henning Ørberg (Lingua Latina: Familia Romana). Ainda não consegui encontrar esse primeiro volume. Li somente críticas boas em relação à obra, portanto creio que valha a pena adquiri-lo. O método me parece bem interessante, pelo menos para o estudo do latim, de forma que meu próximo livro a comprar será esse em questão.

Se meus planos vão surtir efeitos imediatos, não tenho como adivinhar. Mas mal não poderá fazer: até agora tenho esclarecido muitas coisas e entendido muito mais sobre a língua portuguesa do que eu estava esperando.

Mas se ao final eu não souber uma única palavra em latim, acredito que ainda assim todo esse estudo terá alguma validade. Bem, se não acreditasse nisso, nem pensaria em realizar tamanho empenho. :)

No momento estou degustando o maravilhoso texto de Dante Alighieri, De vulgari eloquentia, em inglês (porque, infelizmente, meu nível de latim é extremamente pobre para conseguir ler um texto como esse) e, por isso, vou deixá-los com esse post para depois comentar mais sobre. Saudações. =)

domingo, 25 de outubro de 2015

Resumo de um domingo em casa


Finalmente, mas realmente finalmente, consegui um domingo em que fiquei curtindo minha casa e família, com uma boa lareirinha nesse clima meio chuvoso, um pouco frio, que faz por aqui. E quando vejo o relógio de parede a minha frente, espanto-me: 23h30 já. -.-

Acordei tarde, confesso, não porque gosto, mas porque fisicamente (e até mentalmente) havia um cansaço acumulado de minhas atividades. Não que minha carga semanal seja demasiadamente árdua, porém fora da escola procuro estudar e preparar minhas aulas o que consome muito de minhas forças diariamente. Mas agradeço por poder ainda no período noturno continuar com uma atividade física que muito me agrada que é a arte marcial e tudo ligada a ela. 

Resolvi, pois, hoje, domingo, assistir duas palestras no YouTube ligadas ao tema "educação" (muito esclarecedoras, por sinal) e, também, ler um pouco do que estão publicando no Facebook (o que me fez recordar do porquê de eu nunca me preocupar muito em abri-lo todos os dias). Fui direto para as páginas que me interessam para ler as novidades. Dou de cara com uma avalanche de pessoas sem noção e diferentes tipos de palavrões por e de todos os lados sobre a prova do ENEM bem como outros assuntos correlacionados. Não tenho nada a comentar sobre o ENEM a não ser o fato de que certamente foi "bem" feita (ao padrão do que devem estar ensinando nas escolas). Ora, não é novidade a tendência do ensino de alguns anos para cá a um tipo de pensamento/ideologia e para mim a prova não me traz qualquer surpresa. 

Mas gostaria de escrever um pouco sobre a revolta de alguns em relação ao tema da redação deste ano. Continuo pensando que se determinado aluno não concorda com o tema proposto da redação, por exemplo, não precisa necessariamente mentir sobre suas opiniões e pontos de vista somente para obter notas. Você pode escrever uma redação abordando o que lhe fizeram ler dentro e fora de sala de aula (mesmo não concordando) e, sutilmente, finalizar com seu real ponto de vista embasado em algum argumento. Se seu texto estiver bem estruturado e bem embasado não creio que os avaliadores zerem sua redação (se isso acontecer, bem, aí sim teríamos um grande problema). Foi o que fiz a minha vida inteira e nunca tive problemas de notas baixas por divergir de uma determinada opinião de um professor meu. Tive outros grandes e "pesados" problemas (escrevo "pesado" porque foram realmente um peso naqueles momentos) dentro de sala de aula: discussões, brigas, saídas da sala, etc. Porém, na hora das provas ou dos trabalhos, nunca tirei um zero ou notas abaixo da média por ser de diferente ideologia. Lógico que a sala de aula é diferente de uma prova do ENEM. Na escola você tem contato com o professor que está corrigindo sua prova e pode argumentar caso ache que o mesmo foi injusto e chegar a um consenso. Por isso que na redação para o ENEM escrevi "sutilmente" no finalizar com seu ponto de vista sempre embasado em algum argumento.

O resto das brigas em redes sociais, das trocas de farpas, não adianta para nada, além de gerar stress desnecessário (ou acessos para os interessados em minutinhos de fama). Um lado não irá mudar a opinião de outro lado. Então, tanto faz, realmente já não me importo mais com a opinião de ciclano e beltrano, principalmente em redes sociais. Continuo não gostando de professores que lecionam empurrando goela abaixo dos alunos as suas opiniões, camuflando a verdade. Professor que é professor, quando precisa, mostra os dois lados da moeda, estimula o aluno a pensar e tirar suas próprias conclusões, coloca um ponto de interrogação na cabeça do estudante.

Sou meio "old school" para alguns. Acredito no ensino da gramática pura nas aulas de língua portuguesa e é o que faço quando leciono (leciono somente aulas particulares e para adultos que não têm o português como língua materna). Procuro mostrar aos meus alunos como o nosso idioma é interessante e rico, a origem das palavras, do porquê das regras, etc. Não é sair simplesmente decorando tudo, mas entender a sua lógica.. É um "mundo" de conhecimento e que não me sobra tempo em sala de aula para falar muito de outros assuntos a não ser da própria gramática portuguesa. E, felizmente, todos os meus alunos têm muitas perguntas para sanar ("por que tal regra é assim, por que tal regra é assado?") o que deixa as aulas mais interessantes. É a via dupla que existe em minhas aulas que eu tanto adoro: ensino o pouco que sei ao mesmo tempo que aprendo muito com as próprias dúvidas de meus alunos. Sobra-me tempo para comentar sobre minha visão política, filosófica? Não mesmo e nem quero. Quero ensiná-los a amar a língua portuguesa por sua gramática, por sua riqueza. 

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

AMERICAN HORROR STORY S5 HOTEL



Gente, como andei longe dos meus blogs pessoais. Parece-me que agora só consigo tempo e cabeça para escrever no meu blog profissional e lecionar. =( Não que eu não adore escrever profissionalmente nem lecionar, mas que aquela sensação de responsabilidade do conteúdo que estou abordando por vezes me deixa com certa apreensão, ah, isso deixa. Porém, creio que seja meio que normal (cartas à redação). ^.^

Enfim, não vim aqui para discorrer sobre meu trabalho, mas para (finalmente!) poder dizer que: "Eu consegui ver um seriado!!!!!!!". Olha, fazia muito, mas muito tempo que eu não me sentava para ver um filme, um seriado, um documentário.

O tal seriado é "American Horror Story - Hotel", na sua quinta temporada (assisti a primeira, quero assistir a segunda e terceira... e quarta - bem, há esse desejo, veremos se conseguirei). Acabo de ver na verdade o primeiro episódio depois de um amigo muito querido ter postado a sinopse dessa nova temporada.

Pois bem, pequenos spoilers detected, lá vamos nós para os comentários (bem superficiais por enquanto, ainda preciso lapidar minhas opiniões depois de assistir a outros episódios). O hotel se chama "Cortez" e foi inaugurado nos anos 30 por um psicótico chamado James March (Evan Peters) e coisas muito sinistras acontecem nesse lugar tão bizarro. Achei a ambientação e a fotografia muito legal nessa nova temporada. Dá um look nessa foto do hotel:


Sangue, muito sangue, claro, exageradamente sanguinário para meu padrão de séries, mas acho que a maioria das pessoas nem mais se surpreende com a quantidade de vermelho bordô nos seriados e filmes. Entre mortos, feridos e desaparecidos, há uma história muito interessante sobre o filho do detetive John Lowe (Wes Bentley). Teoricamente teria sido sequestrado de um parque de diversões e levado para o hotel. Ah! E simplesmente adorei a música "Hotel Califórnia" nas cenas finais do episódio:


Sempre que vejo histórias com essa temática de um hotel repleto de coisas misteriosas e estranhas, recordo-me do "O Iluminado", o livro mesmo e depois a segunda versão do filme (que é a que me marcou mais).


Andei lendo por aí (para ter exatidão foi aqui) que o seriado também teve inspiração em eventos que aconteceram no hotel Cecil. Bom, o hotel Cecil sempre foi um lugar cheio de histórias sinistras hospedando serial killers, etc. Aquele caso que está descrito no link acima, da Elisa Lam, realmente é muito misterioso. 

Caramba, a primeira vez que fiquei sabendo do caso fiquei com os cabelos em pé e, aos ver as imagens de segurança do hotel (acha-se facilmente no youtube), senti muitos arrepios na espinha. Ainda mais porque o hotel Cecil é real, existe de verdade fora das telas (!) e a moça Elisa Lam era uma pessoa de carne e osso. Há quem diga que não há nada de misterioso no caso, porém que as imagens são fortes para quem não está acostumado a lidar com esse tipo de assunto, ah, sim, senhor e senhora, são sim!


Assustador o suficiente deixo aqui o trailer do "AHS: Hotel" e o do "O Iluminado" (nostalgia). 



sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

No que penso quando penso enquanto nado


Eba! Sexta-feira chegou! Último dia da semana, que maravilha! ........... é, mas não tanto assim, para pessoas como eu aqui que trabalham seis dias por semana, isso quer dizer: aos sábados também. Mas, agradeço que tenho saúde e disposição para aguentar o tranco da correria do dia-a-dia.

Isso me traz à tona um seriado que assisti há alguns anos em que o protagonista ficou adoecido e era uma enfermidade que ia degenerando seu corpo pouco a pouco. Então, em determinado episódio, ele comenta: coisas tão naturais que não pensamos sobre, tais como ter pernas para andar, ter mãos para trabalhar e que só damos real valor quando perdemos. É, realmente. Desde então, toda vez que tenho alguma dor muscular normal devido ao trabalho ou aos exercícios físicos, lembro-me disso.

Bem, o que me remete ao título do meu post de hoje. Na verdade, apenas uma brincadeira com o título do livro de Haruki Murakami, "O que falo quando falo de corrida". Um excelente livro que vale a pena mesmo dar uma conferida. As sensações que tenho quando nado e as que tenho quando corro são bem distintas, mas, basicamente, concordando com Murakami, não penso muito em nada muito específico ou profundo. Isso vale tanto para a corrida quanto para a natação.


Na natação penso muito em termos de técnicas, tento sempre melhorar de alguma forma aqui e ali. Mesmo nadando desde meus 7 anos ainda tenho muitas coisas a complementar. Procuro na internet e assisto alguns vídeos de vez em quando para observar o que estou fazendo bem e o que me falta de técnica. Não sou profissional nem excelente, faço aproximadamente 2000 metros em uma aula de 45 minutos (free style, menos golfinho). Pratico cinco vezes por semana e, confesso, tem alguns dias que um diabinho fica soprando no meu ouvido: "não vai hoje não, deixa para amanhã", mas tento não dar ouvidos a ele e ir mesmo quando tenho que ir me arrastando. =D Chegando na piscina geralmente depois das primeiras braçadas nem sinto mais o tempo passar. Tento me esforçar cada vez mais, superar meu limite pouco a pouco. Retornei à natação depois de um hiato, recomecei com meros 750 metros em 45 minutos, perdendo o fôlego a cada 50 metros. Pouco a pouco consegui entrar em sintonia novamente com a água e o corpo pareceu ficar mais leve, desenvolvendo-se mais naturalmente na água. É claro que as corridas e a prática da arte marcial ajudaram-me a chegar mais rápido aos 2000 metros de natação, mas, sem dúvida, onde me sinto melhor é dentro da água.

Mas no que penso realmente quando estou nadando? De tudo um pouco, de nada muito. Nada muito profundo, simplesmente não consigo mesmo manter um foco de pensamento. Penso na minha agenda do dia seguinte: tal hora tenho tal reunião, sobre o que vamos discutir? E pronto, o pensamento muda para outra coisa. É como se o cérebro estivesse em modo zap.

Um amigo meu, parceiro de arte marcial, perguntou-me: "Por que é que você prefere natação, alguma razão específica?". Pensei, pensei. Achei que "porque gosto" não saciaria a dúvida dele, e ele me perguntou em uma época que eu estava muito para baixo, então eu disse: "Porque é uma atividade em que posso chorar tranquilamente e ninguém vai perceber". Ele me olhou curioso, com o olhar meio duvidoso, estudando minha resposta e disse: "Bom, nada contra, meio gay, mas deve ser problemático porque acumula lágrimas nos óculos". Rimos feito bobos. Mas são amigos assim de que precisamos em momentos que estamos querendo ir para bem longe, para Marte (se bem que seria uma viagem muito interessante se fosse possível, quem sabe um dia?).


Aliás, a imagem acima é de um anime sobre natação que estou assistindo aos poucos. Chama-se "Free!", é bem legal, depois comento mais um pouco sobre ele. ^.^