Por que escrevo isso?
Bom, alguns amigos aqui que, por algum motivo, gostam que eu escreva algo por aqui, sabem perfeitamente bem que os últimos anos não me têm sido nada fáceis.
Com a perda de cinco amigos muito próximos (e mais meu "irmãozinho") em um curto espaço de tempo (considero quatro anos um curto espaço, pelo menos), tenho tentado levar a vida da forma mais sã possível. Com altos e baixos, doses de euforia, e tals... fora as guerras diárias com as quais tenho que lidar no trabalho, que, sim, perduram-se.
A pessoa da qual a perda acabei sentindo mais, foi o grande Ivan Merlin. Foi porque eu nunca disse nada a ele sobre o quanto o admirava, o quanto o amava como um pai, um eterno conselheiro, o quanto aquelas longas horas de conversas significaram para mim. Nunca. Nunca disse sequer alguma coisa mais carinhosa, porque eu era sem noção mesmo. Na verdade, eu era extremamente imatura e ele, nos 20 anos que nos separavam, já com muito mais experiência de vida e conhecimento, provou ser uma das melhores pessoas com quem já tive algum contato. Nossa cumplicidade durou por 10 anos, até que o destino apareceu. Ivan era extremamente paciente, aguentava meus longos momentos de devaneios, minhas fases de euforia, apoiou-me quando eu pensei que a vida não fazia qualquer sentido, protegeu-me quando foi preciso... No entanto, é... nunca disse o quanto o queria bem, o quanto significava para mim.
Hoje, se a pessoa realmente é importante para mim, falo. Não que sejam muitas com as quais eu me identifique, mas, sim, procuro externar mais do que antigamente.
Mas... continuo, na essência, a mesma pessoa. =)
Eis uma música para esses momentos:
Há um trecho que mais ou menos diz:
"Terei de lutar sozinho as aventuras que lutávamos juntos.
Lutávamos nós dois juntos contra os dragões que cuspiam fogo... o que farei se você não mais acordar?"