Após uma longa noite de insônia, resolvi escrever hoje em meus dois outros blogs. Mas acabei nem escrevendo nada aqui. Bem, parei para escrever o que estou pensando agora ou no que pensei hoje porque amanhã já terei esquecido tudo. :D
Gostaria de me dedicar mais uma vez ao assunto de sentimentos. Sei que as coisas parecem um pouco diferente quando expressas em palavras escritas, mas vou tentar descrever da melhor forma possível o que estou pensando.
Quando estou em uma situação estressante, principalmente com alta dose de dramaticidade, entro em modo de torpor. Quase não consigo sentir o externo, o que me rodeia. E tudo parece acontecer em uma diferente dimensão. Até o corpo parece que entra em outro modo, como se só existisse por existir e a alma estivesse separada de alguma forma. Fecho-me, inteiramente para dentro de mim; sentimentos e raciocínio parecem serem coisas inatingíveis. Não quero dialogar e sim ir a outro planeta. É difícil entender ou explicar isso que me ocorre.
E amigos vêm e me falam quando em situações de stress: "Puxa, você agiu de uma maneira tão calma, de uma maneira tão decidida". Nada disso; isso é só aparência. Dependendo da situação, há todo um desespero de minha parte e não há muita tranquilidade interior. Claro que houve e há muitos momentos em que eu gostaria de desistir de tudo e fugir, gritar, chorar. E o fiz muitas vezes sozinha (vezes em que tive de parar o carro e cair em prantos no caminho do trabalho, por exemplo - siiim, eu choro, para espanto de alguns! Ha ha ha).
Sempre aprendi muito no decorrer de minha vida, uma das coisas mais importantes foi tentar de todos os modos não machucar quem me quer bem e tentar não dizer nada que possa machucar ou nos arrependermos depois.
Mas sou sim uma pessoa vulnerável. Vulnerável porque amo a vida, amo as pessoas que tenho ao redor, embora muitas vezes não consiga expressar em palavras; embora pareça, por vezes, que não me importo ou que meu coração é frio.
Deixo aqui ao final, uma citação que gosto muito de C. S. Lewis que fala justamente sobre amor e vulnerabilidade:
“To love at all is to be vulnerable. Love anything and your heart will be wrung and possibly broken. If you want to make sure of keeping it intact you must give it to no one, not even an animal. Wrap it carefully round with hobbies and little luxuries; avoid all entanglements. Lock it up safe in the casket or coffin of your selfishness. But in that casket, safe, dark, motionless, airless, it will change. It will not be broken; it will become unbreakable, impenetrable, irredeemable. To love is to be vulnerable.”
“To love at all is to be vulnerable. Love anything and your heart will be wrung and possibly broken. If you want to make sure of keeping it intact you must give it to no one, not even an animal. Wrap it carefully round with hobbies and little luxuries; avoid all entanglements. Lock it up safe in the casket or coffin of your selfishness. But in that casket, safe, dark, motionless, airless, it will change. It will not be broken; it will become unbreakable, impenetrable, irredeemable. To love is to be vulnerable.”
