domingo, 25 de outubro de 2015

Resumo de um domingo em casa


Finalmente, mas realmente finalmente, consegui um domingo em que fiquei curtindo minha casa e família, com uma boa lareirinha nesse clima meio chuvoso, um pouco frio, que faz por aqui. E quando vejo o relógio de parede a minha frente, espanto-me: 23h30 já. -.-

Acordei tarde, confesso, não porque gosto, mas porque fisicamente (e até mentalmente) havia um cansaço acumulado de minhas atividades. Não que minha carga semanal seja demasiadamente árdua, porém fora da escola procuro estudar e preparar minhas aulas o que consome muito de minhas forças diariamente. Mas agradeço por poder ainda no período noturno continuar com uma atividade física que muito me agrada que é a arte marcial e tudo ligada a ela. 

Resolvi, pois, hoje, domingo, assistir duas palestras no YouTube ligadas ao tema "educação" (muito esclarecedoras, por sinal) e, também, ler um pouco do que estão publicando no Facebook (o que me fez recordar do porquê de eu nunca me preocupar muito em abri-lo todos os dias). Fui direto para as páginas que me interessam para ler as novidades. Dou de cara com uma avalanche de pessoas sem noção e diferentes tipos de palavrões por e de todos os lados sobre a prova do ENEM bem como outros assuntos correlacionados. Não tenho nada a comentar sobre o ENEM a não ser o fato de que certamente foi "bem" feita (ao padrão do que devem estar ensinando nas escolas). Ora, não é novidade a tendência do ensino de alguns anos para cá a um tipo de pensamento/ideologia e para mim a prova não me traz qualquer surpresa. 

Mas gostaria de escrever um pouco sobre a revolta de alguns em relação ao tema da redação deste ano. Continuo pensando que se determinado aluno não concorda com o tema proposto da redação, por exemplo, não precisa necessariamente mentir sobre suas opiniões e pontos de vista somente para obter notas. Você pode escrever uma redação abordando o que lhe fizeram ler dentro e fora de sala de aula (mesmo não concordando) e, sutilmente, finalizar com seu real ponto de vista embasado em algum argumento. Se seu texto estiver bem estruturado e bem embasado não creio que os avaliadores zerem sua redação (se isso acontecer, bem, aí sim teríamos um grande problema). Foi o que fiz a minha vida inteira e nunca tive problemas de notas baixas por divergir de uma determinada opinião de um professor meu. Tive outros grandes e "pesados" problemas (escrevo "pesado" porque foram realmente um peso naqueles momentos) dentro de sala de aula: discussões, brigas, saídas da sala, etc. Porém, na hora das provas ou dos trabalhos, nunca tirei um zero ou notas abaixo da média por ser de diferente ideologia. Lógico que a sala de aula é diferente de uma prova do ENEM. Na escola você tem contato com o professor que está corrigindo sua prova e pode argumentar caso ache que o mesmo foi injusto e chegar a um consenso. Por isso que na redação para o ENEM escrevi "sutilmente" no finalizar com seu ponto de vista sempre embasado em algum argumento.

O resto das brigas em redes sociais, das trocas de farpas, não adianta para nada, além de gerar stress desnecessário (ou acessos para os interessados em minutinhos de fama). Um lado não irá mudar a opinião de outro lado. Então, tanto faz, realmente já não me importo mais com a opinião de ciclano e beltrano, principalmente em redes sociais. Continuo não gostando de professores que lecionam empurrando goela abaixo dos alunos as suas opiniões, camuflando a verdade. Professor que é professor, quando precisa, mostra os dois lados da moeda, estimula o aluno a pensar e tirar suas próprias conclusões, coloca um ponto de interrogação na cabeça do estudante.

Sou meio "old school" para alguns. Acredito no ensino da gramática pura nas aulas de língua portuguesa e é o que faço quando leciono (leciono somente aulas particulares e para adultos que não têm o português como língua materna). Procuro mostrar aos meus alunos como o nosso idioma é interessante e rico, a origem das palavras, do porquê das regras, etc. Não é sair simplesmente decorando tudo, mas entender a sua lógica.. É um "mundo" de conhecimento e que não me sobra tempo em sala de aula para falar muito de outros assuntos a não ser da própria gramática portuguesa. E, felizmente, todos os meus alunos têm muitas perguntas para sanar ("por que tal regra é assim, por que tal regra é assado?") o que deixa as aulas mais interessantes. É a via dupla que existe em minhas aulas que eu tanto adoro: ensino o pouco que sei ao mesmo tempo que aprendo muito com as próprias dúvidas de meus alunos. Sobra-me tempo para comentar sobre minha visão política, filosófica? Não mesmo e nem quero. Quero ensiná-los a amar a língua portuguesa por sua gramática, por sua riqueza. 

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

AMERICAN HORROR STORY S5 HOTEL



Gente, como andei longe dos meus blogs pessoais. Parece-me que agora só consigo tempo e cabeça para escrever no meu blog profissional e lecionar. =( Não que eu não adore escrever profissionalmente nem lecionar, mas que aquela sensação de responsabilidade do conteúdo que estou abordando por vezes me deixa com certa apreensão, ah, isso deixa. Porém, creio que seja meio que normal (cartas à redação). ^.^

Enfim, não vim aqui para discorrer sobre meu trabalho, mas para (finalmente!) poder dizer que: "Eu consegui ver um seriado!!!!!!!". Olha, fazia muito, mas muito tempo que eu não me sentava para ver um filme, um seriado, um documentário.

O tal seriado é "American Horror Story - Hotel", na sua quinta temporada (assisti a primeira, quero assistir a segunda e terceira... e quarta - bem, há esse desejo, veremos se conseguirei). Acabo de ver na verdade o primeiro episódio depois de um amigo muito querido ter postado a sinopse dessa nova temporada.

Pois bem, pequenos spoilers detected, lá vamos nós para os comentários (bem superficiais por enquanto, ainda preciso lapidar minhas opiniões depois de assistir a outros episódios). O hotel se chama "Cortez" e foi inaugurado nos anos 30 por um psicótico chamado James March (Evan Peters) e coisas muito sinistras acontecem nesse lugar tão bizarro. Achei a ambientação e a fotografia muito legal nessa nova temporada. Dá um look nessa foto do hotel:


Sangue, muito sangue, claro, exageradamente sanguinário para meu padrão de séries, mas acho que a maioria das pessoas nem mais se surpreende com a quantidade de vermelho bordô nos seriados e filmes. Entre mortos, feridos e desaparecidos, há uma história muito interessante sobre o filho do detetive John Lowe (Wes Bentley). Teoricamente teria sido sequestrado de um parque de diversões e levado para o hotel. Ah! E simplesmente adorei a música "Hotel Califórnia" nas cenas finais do episódio:


Sempre que vejo histórias com essa temática de um hotel repleto de coisas misteriosas e estranhas, recordo-me do "O Iluminado", o livro mesmo e depois a segunda versão do filme (que é a que me marcou mais).


Andei lendo por aí (para ter exatidão foi aqui) que o seriado também teve inspiração em eventos que aconteceram no hotel Cecil. Bom, o hotel Cecil sempre foi um lugar cheio de histórias sinistras hospedando serial killers, etc. Aquele caso que está descrito no link acima, da Elisa Lam, realmente é muito misterioso. 

Caramba, a primeira vez que fiquei sabendo do caso fiquei com os cabelos em pé e, aos ver as imagens de segurança do hotel (acha-se facilmente no youtube), senti muitos arrepios na espinha. Ainda mais porque o hotel Cecil é real, existe de verdade fora das telas (!) e a moça Elisa Lam era uma pessoa de carne e osso. Há quem diga que não há nada de misterioso no caso, porém que as imagens são fortes para quem não está acostumado a lidar com esse tipo de assunto, ah, sim, senhor e senhora, são sim!


Assustador o suficiente deixo aqui o trailer do "AHS: Hotel" e o do "O Iluminado" (nostalgia).